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  • João Miguel Machado

Verticalização de 2º Molar Inferior — Cirurgicamente assistida.

Às vezes, o segundo molar inferior não erupciona, permanecendo impactado na distal e abaixo da coroa do primeiro molar.


Tenho encontrado com frequência cada vez maior — inclusive nas redes sociais, descrições das mais variadas estratégias para a correção ortodôntica de SEGUNDOS MOLARES INFERIORES (2MI) impactados. Muito pouco, contudo tem sido comentado a respeito da possibilidade da correção “Cirurgicamente assistida”, nestes casos.


Não há estatísticas para pacientes brasileiros, mas estudos em outras populações demonstram uma prevalência de 2MI impactados de 2 a 3% em pacientes ortodônticos.


A forma mais comum de impactação (88%) é por inclinação (tipping) mesial e com o longo eixo do 2MI entre 30 e 60º de angulação em relação ao longo eixo do primeiro molar inferior.


A correção ortodôntica de 2MI impactados não é um procedimento fácil e quase sempre representa um desafio, cercado de muitos imprevistos. Não apenas pela biomecânica ortodôntica em si, mas principalmente pela dificuldade de acesso, injúria colateral de tecidos moles e interferência oclusal.


Venho utilizando a técnica de “Verticalização Cirurgicamente Assistida de 2MI” com muita frequência, nos últimos sete anos, com excelente nível de sucesso, compatível com o apontado na literatura. Os dados citados são oriundos das publicações referenciadas.


Alerto que não se trata de uma técnica experimental, nem tampouco desenvolvida por mim.

Desde 1956, trabalhos tem sido publicados sobre o assunto. Em 1995, M. A. Pogrel publicou no AJODO, um estudo clínico bem fundamentado e detalhado, incluindo controle de longo prazo, que se constituiu num importante marco para a técnica. Muitos outros importantes estudos de datas posteriores estão disponíveis na literatura.

Definição


É um procedimento cirúrgico que produz a luxação e reposicionamento corrigido do 2MI, nos limites de seu saco alveolar. Após a técnica cirúrgica, o posicionamento final do dente será obtido com movimentação ortodôntica convencional.


Etiologia


Há vários fatores etiológicos descritos: apinhamento posterior, terceiros molares obstaculando a trajetória de erupção, comprimento do arco inferior deficiente — comum em pacientes com deficiência de crescimento mandibular, entre outros.

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